SIEM e SOC não são sinônimos. Descubra suas diferenças, funções complementares e por que apenas ter um SIEM não garante a proteção que sua empresa precisa.
No universo da cibersegurança, dois termos costumam gerar dúvidas até entre profissionais experientes: SIEM (Security Information and Event Management) e SOC (Security Operations Center).
Ambos estão diretamente ligados à detecção e resposta de incidentes, mas cumprem papéis bem diferentes.
A confusão acontece porque muitas empresas acreditam que, ao implementar uma ferramenta de SIEM, já têm um SOC completo e essa percepção equivocada pode trazer consequências graves.
O que é SIEM
O SIEM é uma solução tecnológica que coleta, centraliza e correlaciona logs e eventos de diferentes sistemas, como firewalls, endpoints, servidores e aplicações.
Ele gera relatórios, dashboards e alertas que ajudam a identificar comportamentos suspeitos.
Em resumo: o SIEM é a ferramenta que organiza os dados de segurança.
Segundo o estudo ‘Global SIEM Market Forecast’ da Help Net Security, o mercado global de SIEM está projetado para atingir US$ 6,436.2 milhões até 2027, partindo de US$ 3,938.3 milhões em 2020 — representando um CAGR de 6,8%. Esse crescimento mostra como as organizações têm buscado cada vez mais visibilidade centralizada, impulsionadas pela pressão regulatória e pela necessidade de responder a ambientes digitais cada vez mais complexos.
O que é SOC
O SOC é muito mais do que uma ferramenta. Trata-se de uma estrutura de processos, pessoas e tecnologias dedicada a monitorar, investigar e responder incidentes em tempo real, atuando de forma contínua, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Enquanto o SIEM é tecnologia, o SOC é estratégia em ação.
Ele integra inteligência de ameaças, automação, correlação avançada, playbooks de resposta e — o mais importante — uma equipe capaz de tomar decisões críticas.
SIEM x SOC: o que realmente entrega valor
- SIEM sozinho não protege: ele apenas emite alertas. Sem análise de contexto e ação, o risco é que falsos positivos gerem sobrecarga e atrasem respostas.
- SOC transforma dados em decisão: com processos maduros, contexto de negócio e automação, o SOC prioriza riscos reais e responde com agilidade.
- Valor real: enquanto o SIEM oferece visibilidade, o SOC proporciona proteção contínua e alinhada ao negócio.
Na prática: como escolher?
Se a sua empresa está apenas em conformidade regulatória (LGPD, ISO 27001, GDPR), o SIEM pode atender às auditorias.
Mas se o objetivo é proteger contra ameaças avançadas, reduzir risco real e garantir continuidade, o SOC é indispensável.
Nessa perspectiva, destaca-se o NG SOC da Under Protection, apoiado pelo NG LISA®, nossa tecnologia proprietária que correlaciona eventos com base em risco, automatiza priorizações e entrega indicadores claros para a liderança.
Conclusão: segurança é mais do que ferramenta
Ter um SIEM é importante, mas não basta. Sem contexto, processos e resposta, ele se torna apenas um gerador de alertas.
O verdadeiro diferencial competitivo está em evoluir para um SOC moderno, capaz de reduzir ruídos, antecipar riscos e alinhar a segurança às estratégias do negócio.
Em última análise, o SIEM enxerga os sinais, mas é o SOC que protege de verdade.