O papel do Firewall na estratégia de segurança 

Escrito por

Under Protection

  • Publicado em 01/10/2025

Descubra como o firewall evoluiu de barreira digital a peça estratégica para proteger empresas contra ameaças cada vez mais sofisticadas. 

O firewall sempre foi reconhecido como uma das primeiras linhas de defesa das organizações. Sua função inicial era clara e objetiva: controlar o tráfego entre redes internas e externas, definindo o que poderia ou não passar. 

Hoje, porém, essa lógica tradicional já não é suficiente. O cenário de cibersegurança mudou profundamente, marcado por três grandes forças: 

  • Ataques mais sofisticados, como ransomware, supply chain attacks e malware polimórfico. 
  • Expansão do perímetro de segurança, impulsionada pelo trabalho remoto, uso massivo da nuvem e mobilidade. 
  • Exigências regulatórias mais rigorosas, como LGPD, ISO 27001 e GDPR, que cobram governança e disciplina. 

De acordo com o relatório Global Cybersecurity Outlook 2025 do Fórum Econômico Mundial, 72% das organizações relataram aumento nos riscos cibernéticos, com destaque para ataques cada vez mais complexos — do ransomware ao phishing potencializado por IA. 

Diante desse cenário, fica evidente: estratégias baseadas apenas em firewalls tradicionais não dão mais conta do recado. É preciso adotar soluções avançadas, integradas à inteligência, automação e visibilidade contínua. 

Em outras palavras, a segurança deixou de ser apenas um tema técnico e se tornou um pilar estratégico para a continuidade e reputação das empresas. Nesse novo contexto, o firewall continua sendo peça fundamental, mas agora como parte de um ecossistema muito mais amplo e sofisticado de defesa. 

Do firewall tradicional ao NGFW (Next-Generation Firewall) 

O firewall tradicional era reativo e limitado: apenas filtrava pacotes e bloqueava portas. Isso funcionava em um cenário de ameaças mais simples, mas tornou-se insuficiente frente ao dinamismo atual. 

O Next-Generation Firewall (NGFW) representa essa evolução. Além do básico, ele entrega recursos críticos, como: 

  • Inspeção profunda de pacotes (DPI) – analisa o conteúdo dos dados, não só os endereços, identificando tráfego suspeito em tempo real. 
  • Sistema de prevenção de intrusões (IPS) – bloqueia ataques conhecidos e desconhecidos por meio de assinaturas e heurísticas. 
  • Controle de aplicações e usuários – garante granularidade, permitindo que a organização decida não apenas “quem acessa”, mas também “como acessa” e “com que ferramenta”. 
  • Integração com inteligência de ameaças – conecta-se a feeds de Threat Intelligence para reagir a ataques de forma proativa. 
  • Suporte ao multicloud e SD-WAN – assegura proteção em ambientes distribuídos, híbridos e altamente escaláveis. 

Esse salto tecnológico transforma o firewall em um verdadeiro hub de inteligência, que não só bloqueia, mas também coleta dados relevantes para apoiar investigações e decisões de negócio. 

Firewall como pilar estratégico: tecnologia, processos e pessoas 

O papel do firewall precisa ser entendido em três dimensões: 

  1. Tecnologia – ferramenta que garante camadas de defesa contra acessos indevidos, malware e tráfego suspeito. 
  1. Processos – define políticas claras de governança, como segmentação de rede, controle de acesso e monitoramento contínuo. 
  1. Pessoas – fornece dados estruturados que permitem aos analistas tomar decisões com contexto e precisão, evitando sobrecarga e falsos positivos. 

Quando esses três elementos estão integrados, o firewall deixa de ser um “guardião de portas” e se torna um orquestrador de segurança. 

Compliance e o papel do firewall 

Um ponto muitas vezes negligenciado é a relação entre firewall e compliance. Normas como LGPD, ISO 27001, PCI-DSS e GDPR exigem que organizações implementem controles técnicos robustos para proteger dados sensíveis. 

O firewall, quando bem configurado, atua diretamente nesse requisito: 

  • Previne acessos não autorizados a informações críticas; 
  • Reduz a superfície de ataque, segmentando a rede e isolando sistemas mais sensíveis; 
  • Gera registros e logs auditáveis, que podem ser usados em processos de conformidade e investigações; 
  • Suporta políticas de Data Loss Prevention (DLP), impedindo que dados saiam da organização sem autorização. 

Assim, ele não é apenas um recurso de segurança, mas um instrumento de governança corporativa, essencial para reduzir riscos regulatórios e financeiros. 

A visão da Under Protection 

Na Under Protection, entendemos que firewall não é só tecnologia: é estratégia. Por isso, nosso trabalho vai além da implantação da solução. 

Atuamos de forma consultiva, alinhando o firewall às necessidades reais do negócio. 
Com nosso serviço de MSSP, garantimos a gestão proativa do ambiente, monitorando continuamente, ajustando políticas e respondendo a incidentes com velocidade e contexto. 

Além disso, integramos o firewall ao nosso NG SOC e à plataforma NG LISA®, transformando dados em contexto acionável e priorização baseada em risco. 

Conectamos segurança à governança, para que o firewall seja parte ativa na redução de riscos e no cumprimento de normas regulatórias. 

O resultado é que o firewall deixa de ser apenas um “bloqueador de acessos” e se consolida como um elemento estratégico da resiliência digital. 

Conclusão 

O firewall continua sendo um dos pilares da segurança digital, mas seu papel mudou: ele não se limita a filtrar tráfego, agora apoia decisões de negócio, fortalece compliance e garante resiliência operacional. 

Na Under Protection, acreditamos que a diferença está em como conectar tecnologia, processos e pessoas. Quando o firewall é parte de uma estratégia integrada, ele protege hoje e prepara a empresa para os desafios de amanhã. 

 

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