Engenharia social e cadeia de suprimentos: os riscos invisíveis da sua segurança 

Escrito por

Under Protection

  • Publicado em 21/10/2025

Entenda como fornecedores e parceiros podem abrir brechas invisíveis para ataques através de engenharia social e descubra como proteger sua empresa. 

 Quando pensamos em ataques de engenharia social, normalmente a atenção se volta para colaboradores internos: aquele e-mail de phishing que tenta enganar um funcionário, a ligação suspeita de um “fornecedor” ou até a mensagem maliciosa via WhatsApp. 

Mas a verdade é que a vulnerabilidade não se limita ao ambiente interno. 
Com a crescente integração digital entre empresas, fornecedores e parceiros, a cadeia de suprimentos se tornou um dos alvos mais explorados por cibercriminosos. 

Segundo o Relatório Global Cybersecurity Outlook 2025, do Fórum Econômico Mundial, 41% das empresas afirmam já ter sofrido incidentes críticos originados em terceiros — e, em muitos casos, a brecha inicial envolveu engenharia social aplicada fora do ambiente interno.  


Engenharia social na cadeia de suprimentos: um risco invisível
 

A cadeia de suprimentos moderna é feita de conexões. Fornecedores têm acessos privilegiados a sistemas, dados e até credenciais de clientes. Parceiros integram APIs, prestadores de serviços acessam dados sensíveis, e muitas vezes esses vínculos não possuem o mesmo nível de governança aplicado internamente. 

É nesse cenário que a engenharia social se multiplica. Criminosos exploram fragilidades de terceiros para: 

  • Obter credenciais válidas e entrar sem levantar suspeitas; 
  • Manipular prestadores para conceder acessos ou informações; 
  • Plantar ransomware em sistemas interconectados, com efeito cascata em toda a rede de parceiros. 


Um ataque não precisa começar na sua empresa para causar impacto direto no seu negócio. 

O elo frágil: ransomware como consequência final 

De acordo com a IBM Cost of a Data Breach Report 2024, ataques originados em terceiros custam, em média, 12,8% a mais do que aqueles com origem interna. 
A razão é simples: quando o vetor vem da cadeia de suprimentos, a detecção demora, o impacto se multiplica e a resposta tende a ser mais lenta. 

Muitas vezes, esse tipo de ataque termina em ransomware. O criminoso consegue uma entrada “silenciosa” via engenharia social em fornecedores e, quando menos se espera, bloqueia operações inteiras exigindo resgate. 

Como corrigir esse cenário: visibilidade, disciplina e apoio tecnológico 

A resposta a esse risco não está apenas em mais tecnologia, mas no equilíbrio entre processos, pessoas e governança. Alguns pontos críticos: 

  • Mapear todos os fornecedores com acesso a dados ou sistemas críticos; 
  • Criar critérios claros de compliance e segurança contratual; 
  • Treinar continuamente parceiros e equipes contra engenharia social; 
  • Monitorar atividades de terceiros em tempo real; 
  • Aplicar automação e inteligência para correlacionar comportamentos suspeitos. 

É nesse ponto que soluções como o NG LISA®, da Under Protection, entregam diferencial. Com visibilidade contextual e priorização automatizada, é possível enxergar riscos não apenas internos, mas também externos — conectando segurança à realidade do negócio. 

Conclusão: a segurança é tão forte quanto o elo mais fraco 

A engenharia social aplicada à cadeia de suprimentos é um dos riscos invisíveis mais perigosos da atualidade. 

Ela se esconde nas relações de confiança e nas integrações que sustentam o funcionamento da empresa. Por isso, reforçar controles, exigir disciplina de terceiros e adotar ferramentas que tragam clareza e contexto são passos fundamentais para reduzir a exposição e impedir que um fornecedor mal preparado se torne a porta de entrada de um ataque devastador. 

No fim das contas, proteger a organização exige olhar além dos muros internos e entender que cada parceiro, fornecedor ou prestador de serviço faz parte do mesmo ecossistema de segurança. Só assim é possível alinhar tecnologia, processos e pessoas para garantir resiliência real e conectar a segurança à estratégia do negócio. 

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