O antivírus já não é suficiente contra ataques avançados. Descubra como detectar, prevenir e responder a malwares persistentes com inteligência e estratégia. 

Durante muitos anos, o antivírus foi considerado a solução definitiva contra ameaças digitais. Ele tinha um papel claro: identificar assinaturas conhecidas de vírus e impedir que infectassem sistemas. 

O problema é que o malware moderno evoluiu. Hoje, não se trata apenas de arquivos maliciosos detectados por assinatura, mas de ataques dinâmicos, automatizados e invisíveis que exploram vulnerabilidades humanas e técnicas. 

Alguns exemplos: 

  • Ransomware sofisticado, que criptografa dados críticos e exige resgate milionário. 
  • Ataques à cadeia de suprimentos, que inserem malware em softwares ou fornecedores confiáveis. 
  • Malware polimórfico, que muda sua forma constantemente para escapar do antivírus. 
  • Phishing com IA generativa, que torna mensagens falsas quase indistinguíveis das reais. 

De acordo com o Global Cybersecurity Outlook 2025 do WEF, 72% das empresas relatam aumento significativo nos riscos cibernéticos, com destaque para ransomware, ataques à cadeia de suprimentos e ameaças impulsionadas por inteligência artificial. 

Isso deixa claro: um antivírus isolado não acompanha a velocidade e sofisticação do crime digital. 

Como identificar malwares persistentes  

O grande desafio do malware atual é sua capacidade de se manter invisível dentro do ambiente corporativo. Muitas vezes, ele não dispara alarmes imediatos, mas coleta informações, cria acessos ocultos e se movimenta lateralmente por semanas ou meses. 

Um CISO atento precisa investir em ferramentas e processos que vão além da assinatura do antivírus: 

  • Monitoramento contínuo em tempo real: não basta rodar varreduras periódicas; é necessário observar continuamente endpoints, servidores e tráfego de rede. 
  •  Análise comportamental (UEBA): identificar desvios sutis. Um colaborador acessando dados em horários incomuns, processos que fogem ao padrão ou tentativas de conexão com IPs suspeitos. 
  • Threat Intelligence integrada: acompanhar campanhas de malware conhecidas, como variantes de ransomware, e antecipar técnicas usadas por grupos criminosos. 
  • Correlações em SOCs modernos: cruzar diferentes sinais para diferenciar um incidente real de um falso positivo. 

Leia também: SIEM ou SOC? Entenda as diferenças e o que realmente entrega valor na sua segurança 

Bloqueio inteligente: camadas de proteção contra malware 

Se identificar é essencial, bloquear é ainda mais estratégico. E aqui está outro erro comum: tentar depender apenas do antivírus. 

Um bloqueio eficaz exige múltiplas camadas de defesa, combinando pessoas, processos e tecnologia, de forma contínua e integrada: 

  • Gestão de vulnerabilidades e exposição contínua: manter um ciclo constante de identificação, correção e priorização de falhas, evitando que brechas conhecidas se tornem portas de entrada para ameaças. 
  • Controle de aplicações e acessos privilegiados (PAM): impede que softwares não autorizados rodem e reduz o impacto de credenciais comprometidas. 
  • Segmentação de rede: ao isolar áreas críticas, limita-se a movimentação lateral do malware. Assim, mesmo que um ponto seja comprometido, o ataque não se espalha facilmente. 
  • Hardening e planos de contingência: reforçar a segurança de sistemas e serviços essenciais e manter planos de resposta, recuperação e continuidade do negócio em caso de falhas ou incidentes. Além disso, uma estratégia de gestão contínua de exposição e planos de recuperação de desastres bem testados garantem que a organização esteja preparada mesmo diante de incidentes de grande impacto. 
  • EDR/XDR e automação inteligente: soluções avançadas que monitoram endpoints e ambientes híbridos com foco em comportamento, não apenas em assinaturas. A automação permite bloquear conexões, isolar máquinas comprometidas e responder em segundos — uma agilidade impossível apenas com intervenção humana. 

Resposta: quando o malware já entrou 

 Por mais robusta que seja sua defesa, nenhum sistema é impenetrável. O verdadeiro diferencial está na capacidade de resposta. 

Quando o malware ultrapassa barreiras, o tempo se torna o ativo mais precioso. Quanto mais rápido for detectado e contido, menor o impacto operacional, financeiro e reputacional. 

Práticas essenciais para uma resposta eficaz: 

  • Playbooks de incidentes bem definidos, com papéis claros e ações predefinidas. 
  • Integração entre SOC e liderança, para traduzir risco em impacto para o negócio. 
  • Backups testados e resilientes, isolados do alcance de ransomwares. 
  • Post-mortem de incidentes, para investigar a origem, vetor e ações corretivas. 

Segundo o Relatório IBM Cost of a Data Breach 2025, organizações que adotam IA e automação extensivamente reduziram em até 80 dias o tempo total para identificar e conter uma violação, em comparação às que não utilizam essas tecnologias. 

Conclusão: Malware exige estratégia, não só ferramenta  

O malware moderno não é apenas um software malicioso: é um conjunto de técnicas que exploram vulnerabilidades técnicas, processos frágeis e falhas humanas. 

Antivírus é importante, mas está longe de ser suficiente. Proteger-se contra ransomware e ameaças persistentes exige: 

  • Visibilidade contínua, para enxergar além dos alertas superficiais. 
  • Contexto e correlação, para diferenciar o que importa do que é ruído. 
  • Respostas automatizadas, para agir em minutos, não em dias. 

Na Under Protection, combinamos essas frentes com nosso NG SOC® e nossa solução NG LISA®, que correlaciona eventos, precifica riscos e dá aos executivos clareza para decidir com segurança. 

Fale conosco e saiba mais sobre como nosso SOC moderno pode proteger sua empresa de ataques persistentes.

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