Quando pensamos em ataques de engenharia social, normalmente a atenção se volta para colaboradores internos: aquele e-mail de phishing que tenta enganar um funcionário, a ligação suspeita de um “fornecedor” ou até a mensagem maliciosa via WhatsApp.
Mas a verdade é que a vulnerabilidade não se limita ao ambiente interno.
Com a crescente integração digital entre empresas, fornecedores e parceiros, a cadeia de suprimentos se tornou um dos alvos mais explorados por cibercriminosos.
Segundo o Relatório Global Cybersecurity Outlook 2025, do Fórum Econômico Mundial, 41% das empresas afirmam já ter sofrido incidentes críticos originados em terceiros — e, em muitos casos, a brecha inicial envolveu engenharia social aplicada fora do ambiente interno.
A cadeia de suprimentos moderna é feita de conexões. Fornecedores têm acessos privilegiados a sistemas, dados e até credenciais de clientes. Parceiros integram APIs, prestadores de serviços acessam dados sensíveis, e muitas vezes esses vínculos não possuem o mesmo nível de governança aplicado internamente.
É nesse cenário que a engenharia social se multiplica. Criminosos exploram fragilidades de terceiros para:
Um ataque não precisa começar na sua empresa para causar impacto direto no seu negócio.
De acordo com a IBM Cost of a Data Breach Report 2024, ataques originados em terceiros custam, em média, 12,8% a mais do que aqueles com origem interna.
A razão é simples: quando o vetor vem da cadeia de suprimentos, a detecção demora, o impacto se multiplica e a resposta tende a ser mais lenta.
Muitas vezes, esse tipo de ataque termina em ransomware. O criminoso consegue uma entrada “silenciosa” via engenharia social em fornecedores e, quando menos se espera, bloqueia operações inteiras exigindo resgate.
A resposta a esse risco não está apenas em mais tecnologia, mas no equilíbrio entre processos, pessoas e governança. Alguns pontos críticos:
É nesse ponto que soluções como o NG LISA®, da Under Protection, entregam diferencial. Com visibilidade contextual e priorização automatizada, é possível enxergar riscos não apenas internos, mas também externos — conectando segurança à realidade do negócio.
A engenharia social aplicada à cadeia de suprimentos é um dos riscos invisíveis mais perigosos da atualidade.
Ela se esconde nas relações de confiança e nas integrações que sustentam o funcionamento da empresa. Por isso, reforçar controles, exigir disciplina de terceiros e adotar ferramentas que tragam clareza e contexto são passos fundamentais para reduzir a exposição e impedir que um fornecedor mal preparado se torne a porta de entrada de um ataque devastador.
No fim das contas, proteger a organização exige olhar além dos muros internos e entender que cada parceiro, fornecedor ou prestador de serviço faz parte do mesmo ecossistema de segurança. Só assim é possível alinhar tecnologia, processos e pessoas para garantir resiliência real e conectar a segurança à estratégia do negócio.